A ponte 25 de Abril

A ponte 25 de Abril

Tarcisio Praciano Pereira

quarta-feira, 25 de Abril de 2012

Eu moro em frente a um dos estacionamentos de veículos da Universidade
de Aveiro e ao acordar, todos os dias, abro a grande cortina do
janelão do apartamento para logo ver a massa de carros já
estacionados em frente à minha janela, ao lado da Biblioteca da
Universidade de Aveiro.

Como sempre abri, hoje, a cortina para ver encontrar o estacionamento vazio!
Esta é a forma como fico sabendo quando é feriado! Como não sou português
a minha reação foi de surpresa, a de ver o estacionamento vazio numa
quarta-feira, olhei o relógio: 25 de Abril!

Há muita coisa aqui que faz referência ao 25 de Abril, até nas conversas do
dia a dia, apenas eu não tenho o hábito de olhar para o calendário todos os
dias! Mas é claro que já sabia, desde muito o que siginfica esta data.

Em Lisboa há uma grande ponte conectando o centro da capital com uma cidade vizinha,
Almada, que faz parte do grande conglomerado urbano que se costuma chamar Lisboa.
Na wikipedia se pode ler a história da ponte, o que me interesse é a parte final
da história,

Ponte 25 de Abril1 de 1974 - Revolução dos Cravos que devolveu a democracia a Portugal

A ponte tinha um nome não muito digno, o do ditador que atrazou Portugal por algumas décadas,
e logo a seguir ao 25 de Abril, um movimento de populares decidiu alterar-lhe o nome arrancando
a placa que trazia o indigno nome e imediatamente colocando um placa temporária que
posteriormente foi oficializada registrando a data em que Portugal voltou a ser uma
democracia.

Faz-nos falta no Brasil de uma data como esta. A ditadura Vargas caiu e não temos uma
referência do dia magno. Caiu a famigerada ditadura militar de 1º de Abril de 64 e não
temos uma data magna para comemorar o retorno do Brasil à democracia. Eu acho que bem
podiamos instituir como marco da queda da infame ditadura militar naquele dia glorioso
em que Ulysses Guimarães anuncio a promulgação da Constituinte Cidadã que é uma data
tão importante e não está em minha memória viva: 5 de Outubro de 2008 –
a Constituinte Cidadã, assim tão bem denominada pelo saudoso deputado Ulisses Guimarães,
presidente da Assembléia Nacional Constuinte.

Haveria que marcar esta data e talvez alterar o nome da mais importante ponte brasileira,
a Rio Niteroi, que também tem um nome infame felizmente ignorado pela população que sempre se refere a ela como “ponte Rio-Niteroi” para nela registrar que não podemos mais admitir tortura, perseguições políticas voltem a existir no Brasil.

Ponte 5 de Outubro de 2008 – data promulgação da Constituinte Cidadã