Exercícios de Matemática
Vou postar aqui exercícios que alunos me proponham para resolver. Tenho recebido alguns realmente interessantes e vão ficar aqui para consulta. Pode ser que esquente o debate, por exemplo, soluções melhores que as minhas! Também vou deixar
problemas sem solução para quem quiser tentar.
Serão questões elementares da graduação em Matemática.
1º Imagem e complementar – função
é injetiva se, e somente se,
Porque ()
sendo injetiva, por definição
Dois pontos serem diferentes significam que eles pertencem a conjuntos complementares.
Então dado um subconjunto qualquer do domínio
se e
então suas imagens sendo
diferentes pertencem também a conjuntos complementares:
.
Na volta () suponha que não vale
portanto existe pelo menos algum elemento
comum entre os conjuntos e
o que
significa a negação da definição de injetividade de .
2º Interseção e imagem – função
Uma relação fundamental para imagens de funções (e simples de
provar) é
Porque se
tal logo
quer dizer pela definição da
interseção.
Agora a igualdade, em vez da inclusão, na relação acima implica em
injetividade da função:
3º Critério de equipotência entre conjuntos
se e somente se
é injetiva.
Suponha que não seja injetiva e considere dois conjuntos disjuntos
com mesma imagem (é possível porque não é injetiva) ora
é vazio e
não é vazio,
portanto conjuntos diferentes.
4º Critério de equipotência entre conjuntos
é injetiva se, e somente se,
.
Esta bonita relação é consequência direta da relação anterior, porque,
se for injetiva então
a diferença de conjuntos se expressa com a “interseção com o complementar”
do minuendo,
5º distributividade – união e interseção
Dadas as famílias e
considere o novo conjunto de multi-índices
. Valem as distributividades, da união relativamente à interseção e da interseção relativamente à união:
Demonstração:
Considere então
e
e
então existe um par de índices e podemos afirmar que
que significa
Isto demonstra uma inclusão, mas as afirmações se implicam de volta e
temos assim a outra inclusão e portanto a igualdade. Observe que demonstrei apenas
25% da proposição, mas o resto pode ser feito de forma semelhante ao que fiz.
Isto não é “teoria dos conjuntos” mas sim lógica. Usamos que
os “quantificador existencial”, existe se distribui
relativamente a conjunção lógica.
Da mesma forma o “quantificador para todo” se distribui relativamente à disjunção
lógica o demonstra a segunda proposição, para trocar “existe” por “para todos”.
6º conjuntos equipotentes
.
se for infinito e
for injetiva então
é infinito.
Se for bijetiva então
é infinito porque funções bijetivas estabelecem equivalência entre
conjunto equipotentes.
Se não for bijetiva então
é uma parte própia de
;
são equipotenes (tem mesma cardinalidade) porque
é uma bijeçao.
Posso agora definir a
função
simplesmente a identidade de em
, é uma função
injetiva, logo uma injeção de uma parte própria de em
, por definição
é infinito.
Definição:
Um conjunto é infinito se houver uma injeção de uma parte própria dele, nele.
A figura mostra a decomposição canônica de morfismos. Eu vou algumas vezes
fazer referência a esta decomposição (fatoração). O conjunto quociente – conjunto
das classes de equivalência, gerado por em seu domínio é designado por
. Esta notação será usada posteriormente quando se estiver em uma categoria com mais estrutura, grupo, anel, espaço vetorial. Quem já tiver estudado grupos, por exemplo, já passou pelas classes quocientes de um morfismo de grupo, é exatamente a classe quociente gerada pela função que define o morfismo de grupos.
A equação desta relação de equivalência é
é o subconjunto de dos elementos que tem mesma imagem via
Portanto “tem” tantas classes de equivalência quantos forem as distintas imagens, a
maneira correta de falar é “a cadinalidade de é a mesma de
“, porque cardinalidade em geral não serve para contar elementos…
7º Critério para conjunto infinito – sobrejeção
Dada
se for infinito e
for sobrejetiva então
é infinito.
Esta proposição me permite usar o axioma da escolha que é contestado
por um grupo de matemáticos chamados construtivistas.
Vou fazer referência à figura que se encontra no exemplo 6º representando a decomposição canônica (ou fatoração canônica) de uma função.
Para qualquer função sobrejetiva
existem duas funções,
tal que é bijetiva e
é sobrejetiva (veja o gráfico) de modo que vale a fatoração canônica
(o símbolo “o” é a composição de funções, ou de morfismos de uma certa estrutura.)
O conjunto é o conjunto das classes da relação de equivalência induzida por
em
. Cada elemento
deste conjunto se compõe dos elementos de que tenham a mesma imagem em
via
.
Então os conjuntos são equipotentes e portanto se
for infinito o conjunto quociente
$laex X/R_{f}$ é infinito. O axioma da escolha termina agora a demonstração, podemos selecionar para cada classe em um elemento de
mostrando que
e assim, se latex X$ será um conjunto infinito.
As duas funções (morfismos) se chamam sobrejeção canônica e bijeção canônica
é a fatoração canônica de
.
8º
Critério para conjunto infinito
Sejam um conjunto finito e
um conjunto infinito.
Então existe
- uma função injetiva
- uma função sobrejetiva
Demonstração:
- Se
for infinito então
em que
representa o conjunto dos números naturais, o conjunto dos representantes dos cardinais dos conjuntos finitos. Quer dizer que existe uma imagem de
em
e portanto uma injeção
Comoé finito então existe uma injeção
A composiçãoé a injeção procurada.
- Usando o axioma da escolha construa uma partição de
indexada em
. Para facilitar a notação
seja– a imagem de
em
mencionada em acima, um isomorfismo de conjuntos.Escolha um elemento de
para cada uma das classes
associando
ao restante dos
elementos de.
Construi, assim, um conjunto quociente (uma partição de Y) portanto uma bijeção de
em
por definição
.
9º Uma questão de indução – Para demonstrar que uma proposição é verdadeira, por indução finita, temos que estabelecer uma relação entre a proposição e os números naturais mostrando
que ela fica indexada em
prático seguir os passos dos axiomas de Peano:
- Existe um primeiro número natural
tal que
é verdadeira.
- Vale:
se
Vou mostrar que
se
Mas é uma maldade pedir que se demonstre por indução esta desigualdade quando ela pode ser
demonstrada muito mais facilmente usando um teorema do Cálculo que estabelece:
Teorema: Dadas duas funções que coincidem num ponto,
e tal que para todo
se tenha $f’(x) \geq g’(x)$ então
.
Este teorema é uma simples consequência de condição inicial de uma equação diferencial (na verdade uma “desigualdade diferencial”) – duas equações diferenciais com a mesma condição inicial , então a solução da primeira equação vai ser maior do que a solução
da segunda equação.
É o caso aqui e a demonstração por indução fica muito mais complicada. Ora, o nosso objetivo não pode ser procurar a solução mais complicada, a não ser que haja uma razão que nos conduza a alguma generalização, não vejo como poderia ser o caso aqui.
Vou designar , quer dizer, que me proponho a demonstrar que
se
A sentença é verdadeira para os valores de
porque
nestes casos se tem , a questão fica interessante a partir de
.
Se você rodar o seguinte script do gnuplot pode ter uma sugestão de como conduzir a demonstração (os gráficos do gnuplot não são uma demonstração, mas ajudam na determinação de uma estratégia para obter a demonstração). Copie o script em um arquivo, digamos, teste.gnuplot e depois execute gnuplot teste.gnuplot.
f(x) = (1 + x)**n
g(x) = 1 + n*x + ((n*(n-1))/2.0)*x**2
##set terminal jpeg
##set output "teste.jpeg"
set xrange [-1:3]
n = 2
print f(0), g(0)
plot f(x),g(x),0
pause -2
n = 3
print f(0), g(0)
plot f(x),g(x),0
pause -2
n = 4
print f(0), g(0)
plot f(x),g(x),0
pause -2
print f(0), " ", g(0)
pause -2
Quando
e portanto a afirmação $P(n)$ é verdadeira para . Vou considerar este, o ponto
inicial de indução.
A hipótese de indução
Vamos supor que seja verdadeira para um valor arbitrário de
A implicação no método da indução
Vamos verificar se é verdade que
ver se
- Pela hipótese de indução sabemos que
-
-
falta nos mostrar que
Lema:
Na primeira das equações acima usei a hipótese de indução mas ainda preciso provar
que a terceira equação (desigualdade) é verdadeira. Vou usar o teorema do Cálculo que
citei logo acima.
Temos
provando que que é a terceira equação que eu queria
demonstrar finalizndo assim lema e portanto a demonstração por indução da desigualdade
que queriamos. Observe que usamos duas vezes o mencionado teorema do Cálculo e que
apenas ele poderia ter sido usado para demonstrar a desigualdade mostrando que aqui, neste
caso, a demonstração por indução é uma barbaridade, dessas coisas que tornam o ensino de Matemática parecer que é um amontoado de coisas sem sentido.
10º Elemento neutro e quase associatividade.
Suponha que em exista
um elemento neutro e além disto seja
verdadeiro
$latex
a * (b * c) = (a * c) * b
$
para todo .
Mostre que é uma estrutura
comutativa e asssociativa.
Demonstração:
(H) implica que
em que estou chamando de “” ao elemento neutro, que por
hipótese existe, então
$latex
b*c = e*(b*c) = (b*c) = (e*c)*b = c*b
$
para quaisquer elementos
provando a comutatividade,
Retomando agora (H) temos
pela comutatividade
$latex
a * (c * b) = (a * c) * b.
$
para quaisquer elementos
o que significa que
é uma estrutura associativa. Portanto
é uma estrutura comutativa,
associativa e com elemento neutro, um
semi-grupo.
11º A geratriz das dízimas periódicas.
Vou explicar um caso simples e ao
final mostrar como se pode fazer no
caso geral. Se alguém quiser escrever
o caso geral, me envie que eu publico
aqui.
Considere a dízima periódica
quer dizer o conjunto de dígitos
se repete periódicamente.
Tire a parte inteira, portanto considere apenas
Que significa este número?
$latex\frac{p1p2…pn}{10^{2n}}+…$
uma progressão geométrica de razão cujo primeiro termo é
Vamos simplificar: (mania de matemático, quer dizer, generalizar),
uma progressão geométrica de razão
cujo primeiro termo é
Você já começa a ver o período aparecendo no numerador. Agora o que temos no denominador
é uma potencia de 10 invertida
subtraida de 1 portanto, vamos
olhar o denominador:
Olhe o que vai aparecer no denominador (porque temos que inverter ):
é um número que tem apenas noves e quantidade dos noves é a quantidade de
zeros que houver em
Isto já nos dá a regra.
Uma fração que tenha no numerador um periódo – A – seguido de tantos zeros quantos forem
os algarismos da parte periódica e no denominador tantos noves quantos forem os algarimos
da parte periódica.
Podemos dizer que há outro caso, se houver uma parte não periódica depois da vírgula… mas
neste caso multiplique por
em que m é quantidade de dígitos da parte não periódica
e divida por
e você cai no caso descrito acima.
Claro, dá para escrever isto melhor e chegar exatamente na regra que está nos livros do Ensino Médio. Se alguém quiser escrever melhor, podemos publicar aqui na página. Ou pode dar
um artigo para publicar na Sobral Matemática. Escreva e me envie que
eu publico.
12º O triângulo de Pascal
Você sabia que as linhas do Triângulo de Pascal trazem as potências
de 11 em uma base de numeração arbitrária?
Vou começar “mostrando” isto, pelo menos mostrando a idéia,depois
vou usar esta ideia para fazer a demonstração de as linhas do
triângulo contem os números binomiais.
Deixe-me apresentar-lhe um instrumento milenar – se supõe que foi descoberto pelos Chineses há
alguns milênios, o triângulo de Pascal
Até a quarta linha do triângulo de Pascal
podemos ver as potências de 11:
- 11 elevado a zero —> 1
- 11 elevado a um —> 11
- 11 elevado a dois —> 121
- 11 elevado a três —> 1331
- 11 elevado a quatro —> 14641
Da quarta linha em diante esta afirmação continua valendo mas temos que fazer uma “interpretação”
para vê-lo.
Interpretando as linhas posteriores à quarta no Triângulo
Na quinta linha aparece “10″. Se você aplicar a regra habitual que usamos para
fazer contas – passar para a casa seguinte o algarismo
da dezena, fica:
- 1 5 10 10 5 1
- 1 6 1 0 5 1 –> 11 elevado a cinco 161051
Na sexta linha aparecem 15 e 20 aos quais podemos aplicar a mesma regra da
passagem para a casa seguinte:
- 1 6 15 20 15 6 1
- 1 7 7 1 5 6 1 –> 11 elevado a seis 1771561
As linhas do Triângulo – coeficientes do Binômio de Newton
Eu poderia seguir fazendo esta interpretação, mas o que fiz acima deve
deixá-l@ convencid@ de que as linhas do triangulo de Pascal podem ser
interpretadas como as potências de 11.
Porém elas podem ter uma outra interpretação que é mais importante e que vou
deduzir desta.
Observe como calculamos
as potências de 11
As potências de 11 são um caso particular da multiplicação que posso
descrevê-la como:
- Escrevo o multiplicando duas vezes, um abaixo do outro
- O de baixo leva um deslocamento para esquerda – foi multiplicado por 10.
- Somo as colunas para obter a nova potência de 11.
No caso do Triângulo, somo as colunas sem passar nada para a casa seguinte.
Assim, cada linha do Triângulo é obtida da anterior usando este algoritmo que
descrevi. Isto também “prova” que as linhas do Triângulo são as sucessivas
potências de 11.
As linhas do Triângulo – coeficientes do Binômio de Newton
Corrigindo a informação acima, as linhas do Triângulo não são “apenas” as
potências de 11. Cada elemento da linha de ordem “n” é um coeficiente dos
termos da enésima potência da soma (a+b).
Observe que
Experimente desenvolver as potências de (a + 1) e compare com as linhas do
Triângulo.
Experimente agora desenvolver as potências de (a + b) e compare com as linhas do Triângulo.
Indução Finita
Leia novamente o texto sobre indução finita.
Eu vou usar este método de demonstração, a indução finita, para concluir que
o Triângulo é formado pelos coeficientes do Binômio de Newton.
Em resumo, o método da indução finita consiste em:
- Temos que demonstrar que P(n) é verdadeira, em que P(n) representa
uma afirmação qualquer que depende do número natural “n”. - Identificamos um ponto de partida, o primeiro valor de “n” para o qual
P(n) é verdadeira. Não precisa ser P(0), nem P(1)… - Hipótese de indução: admitimos, (é uma hipótese) que P(k) é
verdadeiro – número natural “k” maior do que o primeiro valor
que identificamos acima. - Tentamos provar a implicação:
P(k) ===> P(k+1)
Se tivermos sucesso, então P(n) é verdadeiro para qualquer “n” maior do
que o primeiro valor que identificamos como ponto inicial.
No caso do Triângulo.
- P(0) significa a linha de ordem zero contém os coeficientes
de (a+b) elevado a zero.
Isto é verdadeiro! - Hipótese de indução:
P(k) significa, a linha de ordem “k” contém os coeficientes do
desenvolvimento da potência k-esima de (a+b). - Vamos deduzir, da hipótese de indução, que a linha de ordem “k+1″ contém
os coeficientes da potência “k+1″ de (a+b).- Considere (a+b)^{k} – notação do LaTeX e de algumas linguagens de
programação para potência. Por hipótese os coeficientes deste desenvolvimento
estão na linha de ordem “k” do Triângulo. - Quando multiplicarmos por “a” vamos aumentar de uma unidade todas
as potências de “a” em (a+b)^{k} sem mexer nas potências de “b”.
Quando multiplicarmos por “b” vamos aumentar de uma unidade todas
as potências de “b” em (a+b)^{k} sem mexer nas potências de “a”.
Em ambos os casos a única modificação: nas potências, sem alterar os
coeficientes.
Para deixar coincidindo os termos semelhantes, temos que “arrastar” uma
dessas expressões para direita ou para esquerda, digamos que seja a
segunda – quando multiplicamos por “b” que seja “arrastada” para direita.Foi o que fizemos todo tempo as potências de 11. - Precisamos de uma notação para prosseguir a demonstração.
Observe que na linha de ordem “k” tem “k+1″ termos que podemos numerá-los
de 0 até k.
A notação usada éC0,k, C1,k, C2,k, …, Ck,kEm que os números
Cj,krepresentam os coeficientes no desenvolvimento de (a+b)^{k}.
Portanto para fazer coincidir em cada coluna os termos semelhantes teremos:
C0, k, C1,k, C2,k, …, Ck,k
C0,k, C1,k, C2,k, …, Ck,k
C0,k+1, C1,k+1, C2,k+1, …, Ck,k+1 Ck+1,k+1
Que produz a definição da próxima linha:
Cj+1,k+1 = Cj+1,k+1 + Cj+1,k+1 - Como a próxima linha é o produto de (a+b)^{k} por (a+b) então os
coeficientes de (a+b)^{k+1} se encontram na linha de ordem k+1 do
Triângulo, quer dizer:P(k) ==> P(k+1)
- Considere (a+b)^{k} – notação do LaTeX e de algumas linguagens de
Demonstrei, usando indução finita, que as potências de (a+b)^{n} tem
os seus coeficientes na linha de ordem n do Triângulo de Pascal.
13º Exemplos de induçãofinita
Você pode ler um texto sobre Indução
finita aqui.
É um pequeno resumo.
Vou dar alguns exemplos de demonstração usando
indução finita.
A soma dos primeiros números
naturais é . Falso, a fórmula correta é
porque
$latex
P(0) = \frac{1}{4} 0 = 0; P(1) = \frac{1+1}{4} 1 = \frac{1}{2}
$
A soma do n primeiros números
naturais é
porque
Hipótese de indução
Usando a hipótese de indução
Então $ latex P(k) \implies P(k+1)$ e
a soma dos $ latex n$ primeiros números
naturais é $ latex P(n) = \frac{n+1}{2}n$
A soma dos quadrados dos $ latex n+1$
primeiros números naturais é
Porque
$latex
P(0) = 0; P(1) = \frac{1+1}{2} \cdot 1 = 1 $
Então $ latex P(k) \implies P(k+1)$ e
a soma dos $ latex n$ primeiros números
naturais é $ latex P(n) = \frac{n+1}{2}n$
A soma dos quadrados dos n+1 primeiros números naturais é dada
por
Porque
Usando a hipótese de indução
$latex
\underbrace{ 1 + 4 + \cdots k^{2}} + (k+1)^{2} = P(k) $
$latex
\frac{k(2k+1) + 6 (k+1)}{6} (k+1) =
\frac{2k^{2} + 7k + 6 }{6} (k+1) = S
$
Desenvolvendo a expressão de
$ latex P(k+1)$ temos
$latex
P(k+1) = \frac{ (k+1)(k+2)(2(k+1) + 1)}{6} =
\frac{ (k+1)(k+2)(2k+ 3)}{6} = $
$latex
= \frac{ (k+2)(2k+ 3)}{6} (k+1) = \frac{2k^{2}+7k+6 }{6} (k+1) = S
$
Como eu obtive nas equações a
mesma expressão $ latex S$
então
$ latex P(k) \implies P(k+1)$ e a fórmula $ latex P(n)$ vale para
todo $ latex n$ maior ou igual a 1. Como ela também vale para $ latex n=0$ então
ela é verdadeira para a soma dos quadrados dos $ latex n+1$
primeiros números naturais.
O programa exer_03_01_01.calc que se encontra no link
“programas” na página, calcula a soma usando tanto a expressão
de $ latex P(n)$ como um laço para calular a soma de cada quadrado
até um teto especificado pelo usuário.
$ latex 1 + 3 + \cdots + (2n-1) = n^{2}$
é verdadeiro porque
$ latex
P(1) = 1 = 1^{2} $
$ latex \mbox{Hipótese de indução } 1 + 3 + \cdots + (2k-1) = k^{2} = P(k) $
$ latex \mbox{usando a hipótese }
\underbrace{1 + 3 + \cdots + (2k-1)} + 2k+1 = $
$ latex \underbrace{ k^{2}} + 2k+1 =
(k + 1)^{2} = P(k+1) $
então
$ latex P(k) \implies P(k+1)$ e a fórmula $ latex P(n)$ vale para todo
.
O programa exer03_01_02.calc, que se encontra aqui
calcula a soma dos números ímpares e usa a expressão $ latex P(n)$ para
avaliar esta soma.
A soma das quarta potências dos primeiros números naturais.
$ latex
P(2) = 0^{4} + 1^{4} = 1 = \frac{6*32 – 15*16 + 10*8 – 2}{30} = 1 $
A hipótese de indução
$ latex
0 + 1 + 2^{4}+ \cdots + (k-1)^{4} = P(k) = $
$ latex = \frac{6k^{5}-15k^{4}+10k^{3}-k}{30} $
Usando a hipótese a hipótese de
indução.
$ latex
\underbrace{0 + 1 + 2^{4}+ \cdots + (k-1)^{4}} + k^{4}= $
$ latex
\underbrace{ \frac{6k^{5}-15k^{4}+10k^{3}-k}{30}} + k^{4} $
$ latex \frac{6k^{5} + 15k^{4}+10k^{3}-k}{30} = S $
Agora é mais fácil fazer como já fiz em um dos casos anteriores,
desenvolver a expressão de $ latex P(k+1)$ para ver se posso encontrar
$ latex S$.
Usando o triângulo de Pascal posso escrever
$latex
\begin{tabbing}
6 \hskip 0.5cm\= ( $ latex k^{5}+$\hskip 0.5cm\= $ latex 5k^{4}+$\hskip 0.5cm\= $ latex 10k^{3}+$\hskip 0.5cm\= $ latex 10k^{2}+$\hskip 0.5cm\= $ latex
5k+$ \hskip 0.5cm\= 1)$
-15 \> ( \>$ latex k^{4}+$ \>$ latex 4k^{3}+$\>$ latex 6k^{2} +$\>$ latex 4k+$\> $ latex 1$)$
10 \> ( \> \>$ latex k^{3}+$\>$ latex 3k^{2}+$\>$ latex 3k+$\> $ latex 1$) $
-1 \> ( \> \> \> \>$ latex k+$ \> $ latex 1$)$
\> $ latex 6k^{5}+$\>$ latex 15 k^{4}+$\>$ latex 10 k^{3}-$\> \> $ latex k$ \> $
\end{tabbing}
$
portanto
Conclusão $ latex P(k) \implies P(k+1)$
e a soma das quartas potências dos $ latex n$ primeiros números naturais
é dada por
$latex
P(n) = \sum\limits_{k=0}^{n-1} k^{4}= \frac{6n^{5}-15n^{4}+10n^{3}-n}{30}
$
O programa exer03_01_03.calc, que se encontra aqui
calcula a soma das quartas potências dos $ latex n-1$
primeiros números naturais.
14º um problema de indução finita
Um professor solicitou dos seus alunos a demontração da fórmula da soma
das quartas potências que deveria ser feita por Indução Finita, com
a ressalva de que métodos alternativos poderiam ser usados.
A fórmula seria
Um aluno definiu
Depois, usando calc, uma linguagem
de programação,.de domínio público, e de precisão infinita,
apresentou os seguintes resultados:
- ;
- define P(n)
- {return (6*power(n,5)-15*power(n,4)+10*power(n,3)-n)/30;}
- P(n) defined
- 1
; P(2)
1 - ; 1 + 16 = 17
; P(3)
17 - ; 1 + 16 + 81
98
; P(4)
98 - ; 1 + power(2,4) + power(3,4) + power(4,4)
354
; P(5)
354 - ; P(6)
979
; 1 + power(2,4) + power(3,4) + power(4,4) + power(5,4)
979 - ; P(7)
2275
; 1 + power(2,4) + power(3,4) + power(4,4) + power(5,4) + power(6,4)
2275 - ; P(8)
4676
; 1+power(2,4)+power(3,4)+power(4,4)+power(5,4)+ power(6,4)+ power(7,4)
4676
concluindo que a fórmula estava correta.
O professor aceitou
a demonstração do aluno, mas tirou-lhe um ponto por uso incorreto
de um teorema da Álgebra.
Foi correta a decisão do professor?
O próximo é o 15º
quando alguém me propuzer alguma coisa.sem

andryely disse
eu adorei
Leandro Muniz disse
Camarada, tú és f…..! Vou te encher muito a paciência com mil perguntas… Até mais. Abraços!
inalda disse
gostaria dque mim ajudase com estes exercícios de operações com conjuntos
dados os conjuntos A={0,4,5,6,7,8} B={2,4,6,9}C={0,6,9,10} {A INTERSECÇÃO C}INTERSECÇÃO B
Quem faz matemática em Sobral « Matemática em Sobral disse
[...] Você também pode visitar a minha página pessoal que mantenho dentro do projeto da Sobral Matematica e onde publico meus artigos de natureza política mas também onde edito um post exercícios de Matemática [...]